Digo que a muito não escrevo sobre mim.
Perdi os escritos que me continham em algum blog que não encontro.
E prefiro assim.
Dores que guardo pra mim e elas são melhores desse jeito.
Algumas feridas são só nossas.
Mas, uma amiga um dia me disse.
Queria ler sobre você...
Quero ler a Nina.
E isso está na minha cabeça, sempre esteve.
Mesmo antes dela me dizer isso.
Mas, é uma dificuldade enorme.
Não a parte de escrever em si, mas a de ser publicado o meu eu.
Essa minha tendência de me manter pra mim sempre esteve presente.
Fechada.
Fechada.
Fechada.
Fechada.
Trancada.
Sempre fui.
Sempre gostei de ser sozinha.
De me manter talvez, em um ponto de segurança.
Estou tentando não ser sempre.
E vou tentar me incluir nos posts.
A começar por este.
Há algo em mim, que sempre me pergunto, o que eu tenho, o que eu passo para quem me vê, ainda que uma única vez, que é...
Como ganho confiança, de pessoas que mal sabem de mim?
Sou extremamente feliz de poder contar em mais que nos todos os meus 20 dedos, pessoas que contam toda a sua vida para mim e me confiam segredos e pedem conselhos.
Me acho tão pouco vivida e ainda assim, retornam para agradecer o que lhes disse. Que havia dado certo e havia melhorado um pontinho de dor em suas vidas.
Sempre tive isso em mim, construi vários dos meus dias felizes vendo que pude transformar um dia ruim de um amigo, num dia de cores.
Só quem passou por isso, pode imaginar o tanto que o coração cresce de felicidade.
Sei de uma coisa.
Toda a minha vida, eu penso, muitas vezes até demais, em tudo que eu faço.
E tudo que faço, há consequência... e eu sempre penso que essas consequências não apenas me atingem, mas também várias pessoas ao meu redor. E acabo por sempre escolher os caminhos, que a parte que mais poderá sofrer, sou eu.
Não suporto causar dor.
Tento levar uma vida de caminhos livres dela. Mas se tiver que acontecer, que seja comigo. Ainda que o outro lado, não mereça... Eu ainda me escolho.
Tento manter meu brilho pela vida, pelas pequenas coisas, pelas flores, pelo amanhecer e mais ainda pelo entardecer. Me encanto com as pequenas coisas de uma maneira imensa. Vejo o mundo pelas coisas pequenas e maravilhosas que nos rodeiam.
E me pergunto, será que é esse meu amor por coisas tão rotineiras e despercebidas, pelas simples e boas coisas, que fazem os bebês e crianças que ainda não compreendem a dor do mundo criarem uma empatia comigo?
Não sei...
Sei que, tem hora que chega a ser mágico.